sábado, 11 de dezembro de 2010

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 Por hoje, ela se foi.
Aquela mesma que me deu a  mão..
Parece correr para longe.

Só por hoje..

Eu tentei chamá-la com sua música,
mas ela parece não ouvir.

A música ainda está tocando..
E ela não volta.

Só por hoje ela disse...
Só por hoje, doce criança.


                       

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Coração x Razão ,

Razão pergunta para o coração:   Coração.. por que já não bate forte e vivo como antes?
Coração:    Bem, ultimamente não tenho tido muitos motivos satisfatórios para me empolgar ou alegrar-me, acho estou enfraquecendo aos poucos..
Razão:   Mas.. por que? Eu não entendo! Você devia pulsar, vibrar, sentir, amar ora essa!
Coração:   Eu queria.. mas estou triste. Um dia, Razão, eu já pulsei, fiquei vivo como nunca! Com vigor vibrei, já senti e amei, amei muito por sinal!
Razão: E por que não sentes ou faz essas coisas mais? Por que essa tristeza?

...  Nem precisa responder ora essa.. eu já sei o porquê! Você não é racional como eu! Oh, sim..é tão irracional que nem sabes sequer o motivo de estar assim! Tu é mesmo um tolo coração. Um tolo cheio de frescuras . Um tolo que se deixa levar por qualquer sentimento bobinho e pequeno. Aí dá nisso! É por isso que eu sou forte, não me iludo fácil.. não mesmo.

E o coração sem demonstrar qualquer sentimento de raiva, responde calmamente:  Tua vanglória é inútil contra mim. Eu não sou tolo, sou sábio. Não sou fresco, porém, sei o que me faz bem.  E também sei do que eu preciso. Por mais que eu vibre, sinta, pulse ou ame, eu preciso de um retorno.. e sempre irei precisar. Vou lhe explicar..
Eu preciso que ao vibrar, alguém vibre comigo.
Preciso que ao sentir, alguém também sinta comigo.
Preciso que ao pulsar, alguém pulse comigo.. num ritmo perfeito, fazendo um só.
E preciso mais do que tudo, que, ao amar.. alguém não só ame comigo, mas que ame a mim.
É disso que eu necessito mais, só isso pode me fazer sentir todas essas coisas e ser feliz como eu fui um dia.
E de que vale tu, óh, irrevogável e gloriosa Razão? Que por mais racional que seja,  não se atreve a ser feliz, por MEDO, por sempre desconfiar-se de tudo e de todos.  E dentre essas e outras razões, tu nunca conseguirá ser feliz nesse teu pequeno mundo onde só a lógica habita, sem a ajuda desse Irracional aqui, que chamas de tolo, para te fazeres viver e sentir como se deve.
E pela primeira vez a razão não teve uma resposta cabível sequer diante de um argumento tão racional.



sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Rotina

Maldito seja esse verme que nos consome dia-a-dia.
Tudo igual..
Tudo igual.

Todos os dias são iguais. Mesmas tarefas, lugares, pessoas, programas, horários, caminhos, papos furados, ideias, falsidades, vícios, invejas!
Ahh! Cansei-me de ser tudo sempre tão igual.
Cansei-me dessa sociedade hipócrita que nos prende, nos regulando sempre, para não sairmos da linha jamais.
E na falta de expressão e vontade, vamos sendo consumidos lentamente por essa rotina doentia, com a qual muitos de nós se acostumam, Infelizmente.
E no meio de tudo , me sinto como um pássaro preso em sua gaiola, não fui feita para a rotina, não a suporto! De novo insisto na ideia de sair por aí sem rumo, e voar livre, sair da gaiola..
E no meu caminho, encontrar coisas novas, sentimentos novos, vivências novas, novas esperanças e alegrias.

Queria que assim fosse, jogaria tudo pro alto e essa rotina infeliz passaria do lixo!
Consigo sorrir apenas imaginando como isso seria satisfatório..
Posso sentir o cheiro da liberdade gritando, pedindo pra sair dentro de mim!
E como ela grita.. tão sufocada.


Mas um dia, um dia desses qualquer..
Numa dessas esquinas da vida, eu viro para a direita ao invés da esquerda e fujo dessa rotina!

E aí sim..
 vou poder voar.





domingo, 28 de novembro de 2010

liberdade,

Eu queria sair por aí, sem rumo e sem volta prevista.
E nos variados caminhos a vista, queria voar por aí, nesse céu gigantesco e convidativo, me perdendo nas nuvens de algodão . Ah, como eu queria..
Sentir a brisa suave lá de cima, e olhar a cidade lá em baixo, que chora.

E a liberdade gritaria no peito. Sim, eu queria.

Queria correr por um campo de girassóis grandiosos por sua beleza num dia de sol, dançaria entre eles leve como uma pluma.

E a liberdade queimaria viva no peito..

Queria sair correndo como louca pelas ruas, “mulambenta” sem me preocupar com o que diriam, feito criança feliz. E não teria medo, não sentiria nada além da inocência e da pureza infantil. Ah, como eu queria ser feliz assim.
E em um belo dia de chuva, queria mesmo é me molhar. Sentiria os pingos de esperança no rosto, e ia sorrir com isso, fecharia os olhos e abriria as asas, seria assim, parte dela, parte da chuva que lavaria a cidade que chora hoje no caos.  E levaria com a chuva toda tristeza, e traria depois, a esperança no mais belo arco-íris.

Ah sim, como eu queria ...
Como eu queria viver.




sexta-feira, 26 de novembro de 2010

um pouco egoísta,

Se te querer só para mim for egoísmo, eu sou egoísta.
Se desejar, passar todos os minutos de todas as horas ao seu lado for egoísmo, eu sou egoísta.
Se desejar também, que não vá embora nunca, for egoísmo, então eu sou egoísta. E se desejar, que só pense em mim quando lembrares de amor for egoísmo, serei eu mais egoísta.
Se desejar ainda, ser eu, teu único e grande amor for egoísmo, sou a maior dos egoístas. Mas se, não passares também de outro egoísta como eu, e não me quiser como te quero, te deixarei partir então, para que sejas feliz porque, ao contrário de tudo, esse não seria egoísmo, e sim AMOR.









sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Espinhos

Talvez tudo que eu faça,
Ou tudo que eu não faça, seja apenas e somente por gostar tanto de você.

Palavras ao vento, que se perdem antes de saírem pela boca. Desviam-se numa distração de segundos, tal desvio incentivado por uma única e avassaladora causa, medo. O medo de falar, de expressar com a alma, e se soltar...soprando ao seu ouvido doces palavras que tanto lhe agradariam.
E com isso, crescem os espinhos entre nós, no silêncio de uma alma, congelada por uma paixão.

E vão ferindo tudo, deixando as pétalas pelo caminho...





domingo, 25 de abril de 2010

Ghosts

Tudo o que eu não queria
parece voltar,
para me assombrar
e só assombrar.
destruir mais uma vez,
o resto .
Mas agora, já não sei se posso suportar,
Não outra vez.
Com você poderia ser diferente,
Mas os fins são iguais,
São todos trágicos.
Não são como os contos de fadas,
Que não existem, tão.. ilusórios.


A culpa pode ser minha, pode sim..
Não nego dessa vez, sou um ser fraco,
E nesse mundo de loucos,
Quem não é?
a normalidade talvez seja forte,
Talvez..
E ela nem se quer existe,


Mas eu não.


Estou em uma tempestade
E ela está me molhando por dentro,
parece sem fim, como sempre.
Tempestade que leva os corações,
e traz os cacos
sem sol à vista.
Onde o meu único sol é você,
só você e mais nada.
E eu preciso do sol, gosto do calor,
De sentir..
Sentir você, seu toque..
calor e voz rouca,
que tomam meu pensamento.
E não, não posso..
Não outra vez, os fantasmas estão de volta,
Só pra assombrar e levar a tempestade..
deixando você aqui, dentro de mim.
Mas desta vez não sei se sobrou algum espaço,
pra felicidade,
e felicidade..
SÓ.
Não para a dor.
E não,
Não outra vez.