Eu queria alguém com o abraço terno e quente. Um tipo de refúgio particular, que se fizesse sempre presente, e que pudesse todos os meus medos espantar.
Alguém com um sorriso bobo estampado no rosto, feito menino pequeno que acabou de aprontar.
Alguém que me tirasse da realidade e da mesmice; que me fizesse perder o fôlego de vez em quando e até
a última gota de juízo que existe.
Alguém que me bagunçasse a vida, virasse o meu coração do avesso, vasculhasse cada parte minha, e que estivesse sempre disposto a um recomeço.
Alguém que me fizesse morrer de amor, de alegria ou de tristeza até. Alguém que fosse doce companhia e de boa fé.
Queria alguém que me fizesse viver intensamente a cada respirar, a cada devaneio meu, por todo o meu caminhar.
Queria alguém, que vencesse o meu tédio, que me tirasse do sério, que me fizesse esquecer todo o resto, que me fizesse viver e só viver.
Ah! Eu bem que queria...
-
- E você, o que queria?
