E nos variados caminhos a vista, queria voar por aí, nesse céu gigantesco e convidativo, me perdendo nas nuvens de algodão . Ah, como eu queria..
Sentir a brisa suave lá de cima, e olhar a cidade lá em baixo, que chora.
E a liberdade gritaria no peito. Sim, eu queria.
Queria correr por um campo de girassóis grandiosos por sua beleza num dia de sol, dançaria entre eles leve como uma pluma.
E a liberdade queimaria viva no peito..
Queria sair correndo como louca pelas ruas, “mulambenta” sem me preocupar com o que diriam, feito criança feliz. E não teria medo, não sentiria nada além da inocência e da pureza infantil. Ah, como eu queria ser feliz assim.
E em um belo dia de chuva, queria mesmo é me molhar. Sentiria os pingos de esperança no rosto, e ia sorrir com isso, fecharia os olhos e abriria as asas, seria assim, parte dela, parte da chuva que lavaria a cidade que chora hoje no caos. E levaria com a chuva toda tristeza, e traria depois, a esperança no mais belo arco-íris.
Ah sim, como eu queria ...
Como eu queria viver.


