Os olhos refletem o que tentamos esconder em nossas almas.
(...) E são nesses olhos castanhos em que os meus se agarram, à procura de algo seguro e concreto.
Belos olhos, de um vívido castanho escuro, nos quais encontro, não o certo, nem mesmo o incerto.
Mas, encontro sim, olhares, singelos e puros. Ora porém, são de dúvidas, de medos, desejos e anseios.
Olhares imprevisíveis que eu desejo com egoísmo, de um singelo amigo, olhares que queria eu ter.
- Ah, olhares! Quisera eu que fossem meus. Que fosse eu, a única coisa que vissem esses castanhos olhos teus, e quisera também, que você procurasse algo seguro e concreto assim como eu.
Ah! Aí sim, olhar teu. Encontraria o que procuras no castanho dos olhos meus.
Olhares dos quais desvio, por medo, caro amigo, de tanto querer.
.
