sexta-feira, 28 de outubro de 2011


(…) Vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão.
            
Caio Fernando
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A síntese perfeita de mim mesmo.



       “Sou tão misteriosa que não me entendo.”


                          Clarice Lispector
 

Castanho

   Os olhos refletem o que tentamos esconder em nossas almas.


(...)   E são nesses olhos castanhos em que os meus se agarram, à procura de algo seguro e concreto.
Belos olhos, de um vívido castanho escuro, nos quais encontro, não o certo, nem mesmo o incerto. 
Mas, encontro sim, olhares, singelos e puros. Ora porém, são de dúvidas, de medos, desejos e anseios.
Olhares imprevisíveis que eu desejo com egoísmo, de um singelo amigo, olhares que queria eu ter.
         - Ah, olhares! Quisera eu que fossem meus. Que fosse eu, a única coisa que vissem esses castanhos olhos teus, e quisera também, que você  procurasse algo seguro e concreto assim como eu.
Ah! Aí sim, olhar teu. Encontraria o que procuras no castanho dos olhos meus.
Olhares dos quais desvio, por medo, caro amigo, de tanto querer.      
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Sinta

Sem mais nem menos, você o vê chegar. De mansinho, vai tomando conta, ganhando espaço, até te dominar. Quando ele chegar até você, não resista. Não tenha medo, deixe-o entrar e sinta o seu doce sabor.
E como é doce! Imprevisível e arrebatador, não tema menina.
Deixe o seu coração sentir, deixe ele bater de uma maneira louca, como nunca.
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           Quando tudo o que me resta é amor, é em você que eu penso.
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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Eu gosto de olhos que sorriem,
de gestos que se desculpam,
de toques que sabem conversar
e de silêncios que se declaram.

— Machado de Assis.
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domingo, 16 de outubro de 2011


Que seja doce o seu cheiro. Que seja doce o seu jeito, seus olhares, seu receio. Que seja doce. Que sejamos doce. E seremos, eu sei.



Caio Fernando Abreu